Episódio: Movimento utopia, uma linha no horizonte

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RIDDLE, por Collin Elder
RIDDLE, por Collin Elder

“Os líderes políticos atuais não tem a menor idéia, eles não sabem o que é importante neste planeta, eles não tem conhecimento sobre o que a humanidade realmente precisa… que é viver com e na natureza. Mas se a humanidade não for se destruir, precisamos novamente recuperar esse conhecimento. O cientista que não vê essa maravilha tira da natureza apenas o que pode usar como tecnologia – então fazem armas nucleares. Poderíamos tão facilmente fazer da Terra um paradisíaco jardim, temos todos os métodos e ferramentas ao nosso alcance. Falta apenas algo… na consciência”

Albert Hofmann, Agosto de 2005

 

Em algum nível o movimento utopia precisava acontecer. E vou torcer para que ele aconteça em todos eles.

O movimento utopia não nasce de um líder ou de uma ideologia, mas da necessidade de mudanças. Estamos insatisfeitos e queremos mudar. Nós. Eu e você.

Compreende-se a necessidade de debates, manifestações, petições, abaixo-assinados, coletivos, movimentos sociais, discussões e mobilização popular. O movimento utopia surge de forma complementar, para participar ativamente do processo de mudança. São pessoas comuns que se sentem de mãos atadas e que querem agir, mas não sabem como, ou estão em busca de atuação ativa e independente do estado.

Aqui e onde quer que exista diferença social, há consequentemente diferença educacional e divergência de idéias sobre as necessidades, por isso, o movimento tem seu berço nessa realidade desigual, na tentativa de eliminar as ilusórias diferenças entre os indivíduos. Tudo que existe é feito da mesma substância.  O movimento utopia quer unificar. O movimento quer positivar a sociedade para provar que queremos sim coisas bem parecidas. Que nos colocam uns contra os outros para ter vantagens com a nossa separação.

Não temos controle do futuro. Somos gente demais. Idéias demais. Poderes demais. Hierarquias demais. E no fim, ninguém controla nem sua própria vida… Só podemos cuidar. De si. Do outro. Do que temos. Isso é o movimento. Essa é a utopia. Cuidar. O ser humano ajudando outro ser humano, não existindo diferenciação entre os seres. O movimento utopia quer colocar em contato quem necessita de ajuda com quem pode ajudar. É pra hoje. É pra agora. É a utopia no presente, como método. É ser e fazer o melhor, agora, com o que temos. O movimento utopia desconhece e ignora o sistema monetário. Precisamos de recursos, não do seu falso intermediário. A banalização dos recursos e das nossas relações são consequências diretas da sociedade de consumo. Precisamos uns dos outros para minimizar cada vez mais esse impacto!

Ajudar sem olhar a quem. Ajudar sem esperar em troca. Talvez não por que somos moralmente bons, ou talvez até consigamos isso afinal, mas minimamente porque entendemos a importância do bem estar de todos para garantir o bem estar individual. Sermos aqueles por quem esperávamos. Não heróis. Riem da utopia, mas não conseguem reconhecer que os verdadeiros poderes não tem nada de paranormais e extraordinários. Escolha é poder. Estar vivo é poder. Confiança é poder. Empatia. União é poder. Nós queremos que todos saibam o quanto são importantes. Ninguém mais terá o poder de nos separar. Vamos confiar uns nos outros. Preciso que você entenda: Mudar a si mesmo já é tudo que precisamos, e talvez a única que realmente possamos fazer. O que virá depois é consequência da sua mudança, ou da não-mudança. O movimento utopia é um movimento de seres individuais atuantes no bem estar coletivo. O coletivo é um sistema orgânico dependente antes de ser qualquer blablabla partidário. Autogestão! Precisamos uns dos outros. E cada um que move, reorganiza, re-dinamiza tudo ao seu redor. Utopia não é fim, é a inspiração da jornada!


Inspirações e Referências deste post

“Pessimismo é o que preserva o status quo. Otimismo é o que nos leva pra frente” Boyan Slat, Ocean Cleanup Project: https://www.theoceancleanup.com/

Troca de serviços e consumo colaborativo: Consumo Colaborativo


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