No canto da sala: alunos introvertidos e atividades possíveis na aula de artes

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No canto da sala, sempre bastante quietos, talvez desenhando ou escrevendo em seus cadernos enquanto fogem de ser o centro das atenções, estão os alunos introvertidos. Com personalidades frequentemente parecidas e até bem conhecidas na rotina dos educadores, quase nunca representam uma preocupação, pois raramente transtornam a sala de aula com conversas paralelas ou bagunças. Os introvertidos são minoria na população apesar de serem encontrados em toda parte, independente de sua classe social, idade ou gênero. Ainda assim, sofrem com desconhecimento e até mesmo preconceito, sendo tratados como tímidos ou com problemas de interação social. Suas características de personalidade são tão incompreendidas que em 2010 a Associação Psiquiátrica Americana chegou classificar a personalidade introvertida como transtorno, incluindo-a no Diagnosticand Statistical Manual‖ (DSM-5), manual usado para diagnosticar doenças mentais.

A introversão é uma questão que vem ganhando cada vez mais atenção de pedagogos, psicólogos e dos próprios introvertidos, que publicam seus depoimentos em forma de vídeos ou textos, fáceis de acessar a um clique das buscas na internet.

Assim, a presente pesquisa tenta levar o tema à academia, com a seguinte reflexão: Quais atividades podem ser propostas durante as aulas de arte, para auxiliar no desenvolvimento pessoal e social de alunos introvertidos?

A abordagem ao problema será qualitativa, considerando que existe uma relação entre o mundo e o sujeito que não pode ser traduzida em números. As ciências comportamentais ou sociais são experimentais, vivas e orgânicas, que não culminam num conhecimento permanente e sim edificante. Portanto, o objetivo geral é compilar informações sobre as caraterísticas principais dos alunos introvertidos, e o objetivo específico é que estas informações sejam consideradas no planejamento de aulas de arte-educadores, melhorando a qualidade das relações entre professores, alunos introvertidos e os outros alunos, com propostas de atividades específicas. Sobre a metodologia da pesquisa, será empregado o método dedutivo: se o introspectivo possui as características A, B e C, então as atividades mais apropriadas para ele serão as que dialogam com essas qualidades.

A pesquisa será exploratória envolvendo levantamento bibliográfico, com o objetivo de proporcionar maior familiaridade com o problema. Algumas hipóteses estimulam o aprofundamento do tema: bibliografias sobre atividades artísticas específicas para este grupo não foram encontradas, e muitas referências estão em inglês. A tarefa será dialogar autores das áreas de psicologia, pedagogia e artes. O principal autor utilizado nesta pesquisa é o pai da psicologia analítica Carl Gustav Jung, que populariza e define o tipo psicológico introvertido em seu livro Tipos Psicológicos.

A principal autor na para o viés pedagógico será o profo Dr. José Jorge de Morais Zacharias, doutor em psicologia social e mestre em Psicologia da Personalidade e Desenvolvimento e Aprendizagem, autor do livro Tipos: a diversidade humana, e do Teste de Avaliação Tipológica QUATI.

No primeiro capítulo, apoiado na teoria dos tipos psicólogicos, busca-se uma definição para introversão e suas principais características, diferenciando-os da timidez e desvendando falsos mitos a seu respeito. No segundo capítulo, analisaremos as funções dos introvertidos e seu comportamento diante do processo de aprendizagem, sugerindo a partir da dedução possíveis propostas de atividades.

No terceiro capítulo, estão relacionadas atividades expressivas que serão utilizadas no estudo de caso, seguido do capítulo com as Considerações Finais.

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No canto da sala: alunos introvertidos e atividades possíveis na aula de artes

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