Eu queria crescer para passarinho...
Eu queria crescer para passarinho…

Inspirado no projeto gringo Little Free Library, “Eu queria crescer para passarinho” é uma versão brasileira da pequena biblioteca livre adaptada por Dani Prieto e Thaisa Pfaff, homenageando o poeta Manoel de Barros.

O objetivo primário do projeto é promover a leitura e a livre circulação de livros pela cidade. Dentro da Gaiola, se encontram livros à disposição de quem se interessar por eles, e também o convite para doações de novos livros. Porém, a proposta vai um pouco além disso: promover uma reflexão sobre a utilização do espaço público e como – e quem – cuida do que há nele, além de repensar o uso dos recursos de maneira a favorecer o coletivo. Todas as gaiolas foram construídas a partir da reutililzação de materiais encontrados nas ruas, custo quase zero. As primeiras levas de livros são doações, posteriormente são alimentadas pelos próprios moradores ou frequentadores da região.

Em estudo contínuo, a gaiolinha teve sua estréia na tenda de Arte Visionária do III Festival Mundial da Paz, evento global sem fins lucrativos realizado por voluntários, que rolou dias 06, 07, 08 e 09 de setembro de 2012, no Parque do Ibirapuera em São Paulo. Depois do Festival, a  gaiola passou por  reformas, ganhou novos livros  e foi reinstalada na Zona Norte de São Paulo novamente em novembro, em um ponto de ônibus em frente a uma escola estadual.

Outras gaiolas em formatos variados foram também instaladas no Ateliê em Rede, na Vila Madalena-ZO (2014), em frente a estação de metrô Jardim São Paulo-ZN (2015), e ainda no Ateliê das Senhoritas- ZS (2015).

Onde quer que gaiolas sejam instaladas, movimentam a curiosidade e provocam dinâmicas próprias de cada local. A gaiola que esteve na frente da estação Jardim São Paulo proporcionou curiosas situações: dentro da gaiola não eram encontrados apenas livros, foram deixadas prendas como roupas ou comida, à disposição de quem se interessasse em pega-los. Quando a gaiola encontrou-se danificada, um dos moradores da região levou-a para casa, consertou-a e devolveu-a para seu local de origem. São exemplos que nos emocionaram e nos mostraram o que já sabíamos: que vale a pena a iniciativa.

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